Quinta-feira, 28 de Abril de 2005

Conhecer a cultura, porquê e para quê?

No Boletim "observatório da Cultura, o presidente da Comissão da Cultura da CEP, D. Manuel Clemente afirma que a Igreja Católica portuguesa tem a obrigação de “conhecer o fundo da cultura portuguesa de agora”.
Sobre a questão da cultura, o Papa João Paulo II dedica um discurso à UNESCO (Paris 2 Junho 1980):
«O homem vive uma vida autênticamente humana graças à cultura [...]. A cultura é um modo especifico do "existir" e do "ser" do homem [...] A cultura é o meio pelo qual o homem se torna mais homem: é mais»
A partir destas intuições podemos perceber a importância da questão cultural na identidade do próprio homem. Já não se trata de uma opção. É um dever da Igreja conhecer a cultura onde está inserida. Só assim poderá responder ás profundas inquietações do coração do homem de hoje.
publicado por benedictus às 22:57
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Terça-feira, 19 de Abril de 2005

Habemus Papam: Cardeal Joseph Ratzinger que assume o nome de Bento XVI

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Eis as primeiras palavras do novo Papa Bento XVI, que Deus escolheu para colocar à frente da Sua Igreja:


«Caríssimos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram-me, um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes e sobretudo confio-me às vossas orações.


Na alegria do Senhor ressuscitado, confiantes no seu permantes auxilio, vamos adiante. O Senhor ajudar-nos-á e Maria sua Santíssima Mãe estará do nosso lado. Obrigado»

publicado por benedictus às 20:26
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Sábado, 9 de Abril de 2005

O Ícone dos discípulos de Emaus orienta o ano da Eucaristia

«Fica connosco, Senhor, pois a noite vai caindo» (cf. Lc 24,29). Foi este o instante convite que os dois discípulos, directos a Emaús na tarde do próprio dia da ressurreição, dirigiram ao Viajante que se lhes tinha juntado no caminho. Carregados de tristes pensamentos, não imaginavam que aquele desconhecido fosse precisamente o seu Mestre, já ressuscitado. Mas sentiam «arder» o seu íntimo (cf. Lc 24,32), quando Ele lhes falava, «explicando» as Escrituras. A luz da Palavra ia dissipando a dureza do seu coração e «abria-lhes os olhos» (cf. Lc 24, 31). Por entre as sombras do dia que findava e a obscuridade que pairava na alma, aquele Viajante era um raio de luz que fazia despertar a esperança e abria os seus ânimos ao desejo da luz plena. «Fica connosco» — suplicaram. E Ele aceitou. Pouco depois o rosto de Jesus teria desaparecido, mas o Mestre «permaneceria» sob o véu do «pão partido», à vista do qual se abriram os olhos deles.


O ícone dos discípulos de Emaús presta-se bem para nortear um ano que verá a Igreja particularmente empenhada na vivência do mistério da sagrada Eucaristia. Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-se nosso companheiro para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos mistérios de Deus. Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra segue-se a luz que brota do «Pão da vida», pelo qual Cristo cumpre de modo supremo a sua promessa de «estar connosco todos os dias até ao fim do mundo» (cf.Mt 28,20).


A «fracção do pão» — tal era ao início a designação da Eucaristia — sempre esteve no centro da vida da Igreja. Por ela Cristo torna presente, no curso do tempo, o seu mistério de morte e ressurreição. Nela, Cristo em pessoa é recebido como «o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51) e, com ele, é-nos dado o penhor da vida eterna, em virtude do qual se saboreia antecipadamente o banquete eterno da Jerusalém celeste. Prosseguindo no sulco do ensinamento dos Padres, dos Concílios Ecuménicos e dos meus próprios Predecessores, convidei várias vezes — ainda recentemente na encíclica Ecclesia de Eucharistia — a Igreja a reflectir sobre a Eucaristia. Por isso não é minha intenção, neste documento, expor de novo a doutrina já apresentada e à qual recomendo voltar para que seja aprofundada e assimilada. Mas considerei que poderia ser de grande ajuda, precisamente para tal fim, um ano inteiramente dedicado a este admirável Sacramento.


João Paulo II, Mane Nobiscum Domine 2004

publicado por benedictus às 22:56
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

"Amados Jovens, a Igreja precisa de Santos"

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«Amados jovens, a Igreja precisa de testemunhas autênticas para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida seja transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros. A Igreja precisa de santos. Todos somos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade»


Mensagem para a XX Jornada Mundial da Juventude (Colónia, Agosto 2005) -Castel Gandolfo, 6 Agosto 2004-

publicado por benedictus às 23:10
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2005

"Não Tenhais Medo"

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Todos sabemos a atenção que o Santo Padre dirigia aos Jovens. Inesquecíveis foram as Jornadas Mondiais da Juventude nas quais os Jovens de todo o mundo estiveram em comunhão com o Santo Padre em oração a Deus.  


Nestes dias, a praça S.Pedro quase se transformou numa Jornada da Juventude. Os Jovens chegam de todo o mundo. Cantam, rezam, marcam presença. Vêm de toda a parte para agradecer ao Santo Padre tudo o que dele e através dele receberam de Deus. Não têm a cruz das Jornadas, mas têm o testemunho fiel de alguém que abraçando a cruz, tomou-a como companheira de Jornada até ao último dia. Ninguém como João Paulo II soube falar aos Jovens. Ele apresentou a Santidade como caminho possivel e necessário, libertou os jovens de teorias e ideologias que aprisionam o Espírito, abriu caminhos novos de eternidade onde a luz vence as trevas. Ainda se pode ouvir a sua voz forte: "Não tenhais medo". É este o convite para hoje. Não ter medo do futuro e enfrentá-lo como uma nova oportunidade de cumprir a missão que Deus nos concedeu


As últimas palavras do Santo Padre, na noite de sexta feita 1 de abril,  provavelmente eram dirigidas aos Jovens.


"Procurei-vos. Agora vós viestes a mim. Agradeço-vos"


A sua fé transbordava e o seu testemunho era mais elequente que as palavras. O amor que transmitia pelo olhar e a força que nos dava com a sua presença jamais ficarão esquecidas.


“Vejo em vós as “sentinelas da manh㔠nesta aurora do terceiro milénio. Vós não vos prestareis a ser instrumento de violência e destruição. Vós defendereis a paz. Vós defendereis a vida em cada momento do seu desenvolvimento terreno, esforçar-vos-eis de tornar esta terra sempre mais habitável para todos”.


XV Jornada Mundial da Juventude - Tor Vergata 19 Agosto 2000


 

publicado por benedictus às 18:19
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O nosso Papa João Paulo II está no céu

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Passou um dia da morte do Santo Padre. Ontem estava na praça de S. Pedro juntamente com milhares de pessoas a rezar o terço quando recebemos a notícia. Nesse mesmo momento invadiu a praça uma onda de silêncio, lágrimas e orações. O sentimento de comunhão era grande. Só uma explosão de aplausos quebrou o silêncio. O Espírito Santo pairava na Igreja reunida em torno ao seu amado pastor que agora partia. “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós”.
Dou graças a Deus por ter posto à frente da sua Igreja terrena tão grandioso homem. As suas palavras abriam o coração e o seu testemunho de fé tornava visível aquilo que é invisível.
A Igreja que conheço hoje é a Igreja governada por João Paulo II. Não conheço outra e não sei como era antes, mas hoje vejo uma Igreja que sabe donde vem e para onde vai. Conheço uma Igreja pela qual vale a pena entregar a vida sem dúvida e sem medo. Uma Igreja perita em humanidade que testemunha o amor de Deus pelo homem de hoje.
No Papa João Paulo II, vi até onde pode chegar a entrega incondicional da própria vida a Deus e à sua Igreja. Nele, descobri um profundo amor por Deus e pela Igreja, pela Sagrada Escritura e por Maria, pela Verdade, pela paz e pela Humanidade. Estas lições não vou esquecer e penso que o mundo também não.
Agora está no céu, juntamente com a Trindade Santíssima, Maria e toda a Igreja celeste. Tenho a certeza que estará a interceder por nós.
publicado por benedictus às 00:44
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