Sábado, 19 de Abril de 2008

Discurso de Bento XVI à ONU (18-04-2008)

Algumas citações do discurso do Papa Bento XVI aos membros da assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU): New York 18 Abril 2008 :

            ...

Todo Estado tem o dever primário de proteger a própria população de violações graves e contínuas dos direitos humanos, como também das consequências das crises humanitárias, sejam elas provocadas pela natureza ou pelo homem. Se os Estados não são capazes de garantir esta protecção, a comunidade internacional deve intervir com os meios jurídicos previstos pela Carta das Nações Unidas e por outros instrumentos internacionais. A acção da comunidade internacional e de suas instituições, considerando o respeito dos princípios que estão na base da ordem internacional, não tem por que ser interpretada como uma imposição injustificada e uma limitação de soberania. Pelo contrário, é a indiferença ou a falta de intervenção que causa um dano real.
 
É certo que as vítimas da opressão e do desespero, cuja dignidade humana se vê impunemente violada, podem ceder facilmente ao impulso da violência e converter-se elas mesmas em transgressoras da paz. Contudo, o bem comum que os direitos humanos permitem conseguir não pode ser adquirido simplesmente com a aplicação de procedimentos correctos nem tampouco através de um simples equilíbrio entre direitos contrapostos.
 
Declaração foi adoptada como um «ideal comum» (projecto) e não pode ser aplicada por partes separadas, segundo tendências ou opções selectivas que correm simplesmente o risco de contradizer a unidade da pessoa humana e, portanto, a indivisibilidade dos direitos humanos.
 
 Portanto, os direitos humanos hão-de ser respeitados como expressão de justiça, e não simplesmente porque podem fazer-se respeitar mediante a vontade dos legisladores.
 
O discernimento mostra como o confiar de maneira exclusiva a cada Estado, com suas leis e instituições, a responsabilidade última de conjugar as aspirações de pessoas, comunidades e povos inteiros pode ter às vezes consequências que excluem a possibilidade de uma ordem social respeitosa da dignidade e dos direitos da pessoa. Por outra parte, uma visão da vida enraizada firmemente na dimensão religiosa pode ajudar a conseguir tais fins, já que o reconhecimento do valor transcendente de todo homem e toda mulher favorece a conversão do coração, que leva ao compromisso de resistir à violência, ao terrorismo e à guerra, e de promover a justiça e a paz.
 
A actividade das Nações Unidas nos anos recentes assegurou que o debate público ofereça espaço a pontos de vista inspirados em uma visão religiosa em todas as suas dimensões, incluindo a de rito, culto, educação, difusão de informações, assim como a liberdade de professar ou escolher uma religião. É inconcebível, portanto, que os fiéis tenham de suprimir uma parte de si mesmos – sua fé – para ser cidadãos activos. Nunca deveria ser necessário renegar de Deus para poder usufruir os próprios direitos. Os direitos associados à religião precisam de protecção, sobretudo se forem considerados em conflito com a ideologia secular predominante ou com posições de uma maioria religiosa de natureza exclusiva. Não se pode limitar a plena garantia da liberdade religiosa ao livre exercício do culto, mas é preciso considerar a dimensão pública da religião e, portanto, a possibilidade de que os crentes contribuam na construção da ordem social.
 
As Nações Unidas continuam sendo um lugar privilegiado no qual a Igreja está comprometida a levar sua própria experiência «em humanidade», desenvolvida ao longo dos séculos entre povos de toda raça e cultura, e colocá-la à disposição de todos os membros da comunidade internacional. Esta experiência e actividade, orientadas a obter a liberdade para todo crente, tentam aumentar também a protecção que se oferece aos direitos da pessoa. Tais direitos estão baseados e enquadrados na natureza transcendente da pessoa, que permite a homens e mulheres percorrer seu caminho de fé e sua busca de Deus neste mundo. O reconhecimento desta dimensão deve ser reforçado se quisermos fomentar a esperança da humanidade em um mundo melhor e criar condições propícias para a paz, o desenvolvimento, a cooperação e a garantia dos direitos das gerações futuras.
Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri in www.zenit.org

 

 

publicado por benedictus às 14:44
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Sábado, 3 de Junho de 2006

Hino ao Espírito Santo: "Veni creator Spiritus"

Veni Creator Spiritus,
Mentes tuorum visita,
Imple superna gratia,
Quae tu creasti pectora.

Vinde, Espírito Criador,
visitai a alma dos vossos fiéis
enchei de graça celestial
os corações que Vós criastes.

Vós, chamado o Consolador
dom do Deus altíssimo,
fonte viva, fogo, caridade
e unção espiritual.

Vós, com vossos sete dons,
sois força da dextra de Deus,
Vós, o prometido do Pai;
vossa palavra enriquece nossos lábios

Acendei vossa luz em nossas almas,
infundi vosso amor em nossos peitos;
e a fraqueza da nossa carne,
fortalecei-a com redobrada força.

O inimigo, afugentai-o para longe;
dai-nos a paz quanto antes;
abrindo-nos caminho como guia,
venceremos todos os perigos.

Que por Vós conheçamos o Pai,
conheçamos igualmente o Filho,
e em Vós, Espírito de ambos,
creiamos todo o tempo.

A Deus Pai a glória,
ao Filho que, depois de morto,
ressuscitou
e ao Espírito Santo,
pelos séculos eternos.
Amen.

Para ouvir o hino em gregoriano consultar: http://www.erzabtei.de/antiquariat/Musik/Veni.html

música: Greoriano: "Veni creator Spiritus"
publicado por benedictus às 11:04
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

Porquê?

Há perguntas que exigem respostas, outras silêncios. Há momentos em que a única palavra possivél é: "Porquê?"  Porquê é que isto aconteceu? Porquê a mim? Porquê aos inocentes? Porquê a guerra? Porquê...? É a expressão daquele que perante a realidade não têm explicação, sente-se ultrapassado por algo que o supera. É a expressão do que sofre, do que chora. 

"Onde estava Deus naqueles dias? Porquê é que Ele se calou? Como pôde tolerar este excesso de destruição, este triunfo do mal?" disse Bento XVI no campo de concentração em Auschwitz-Birkenau na passada semana.

Quantas vezes nós já fizemos esta mesma pergunta: "Onde estás, Ó Deus, porque não respondes?" Perante o mal, a morte, a destruição, a guerra, a doença, a fome ... esta pergunta surge come uma revolta, uma angustia.

Nestes dias essa questão deixou-me inquieto. Andava à procura de uma resposta, sem ter qualquer sucesso. Finalmente encontrei-a no silêncio.

No campo de concentração de Auschiwitz vi a resposta silenciosa de Deus na vida de Maximiliano Kolbe e Edith Stein e de tantos outros que testemunharam a sua fé

Nós que andamos à procura da resposta omnipotente de Deus, é-nos concedido o silêncio impotente de Jesus Cristo crucificado numa cruz. É esta a palavra de Deus, o Verbo de Deus para as nossas dúvidas. Em breve vamos celebrar o Pentecostes, que o Espírito Santo nos revele o roste de Deus que não é senão amor.

 

publicado por benedictus às 00:01
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Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Festa da Visitação da Virgem Santa Maria

"Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em diracção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo..." Lc 1, 39 

Ao concluir o mês de maio, a Igreja celebra a festa da visitação de Maria à sua prima Isabel. Como diz a Exortação Apostólica "Marialis Cultos" de Paolo VI: "É uma celebração que comemora um evento salvifico, no qual a Virgem foi intimamente associada ao Filho" (nº7) 

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Domingo, 28 de Maio de 2006

Permanecei firmes na fé: exorta Bento XVI na última Eucaristia em Cracóvia

"Caros irmãos e irmãs, o lema da minha peregrinação à terra polaca, seguindo os passos de João Paulo II è constituído pelas palavras: “Permanecei firmes na fé!”. A exortação envolvida nestas palavras é dirigida a todos nós que formamos a comunidade dos discípulos de Cristo, é dirigida a cada um de nós. A fé é um acto humano muito pessoal, que se realiza em duas dimensões. Crer quer dizer acima de tudo aceitar como verdade aquilo que a nossa mente não compreende até máximo. É preciso aceitar aquilo que Deus nos revela sobre si mesmo, sobre nós mesmos e sobre a realidade que nos circunda, também aquela invisível, inefável, inimaginável. Este acto de aceitação da verdade revelada alarga o horizonte do nosso conhecimento e nos permite de chegar ao mistério no qual é imersa a nossa existência. Um consenso a tal limitação da razão não se concede facilmente. É precisamente aqui que a fé se manifesta na segunda dimensão: aquela de confiar numa pessoa – não de uma pessoa comum, mas a Cristo. É importante aquilo no qual acreditamos, mas ainda mais importante é aquele em quem acreditamos”. Bento XVI, Homilia em Błonie (Cracóvia – Polónia), 28 maio 2006
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Bento XVI viagem a Polonia

publicado por benedictus às 11:21
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Sábado, 27 de Maio de 2006

Deus é Amor, permanecei no Amor!

O Papa Bento XVI não se cansa de proclamar estas palavras: "Deus é amor". Ainda ontem na sua visita ao santuário Czestochowa na Polónia, o Papa convidou os peregrinos presentes a anunciar ao mundo que Deus é amor.

Só há uma maneira de conhecer o amor que é fazer a experiência dele, isto é, amar e ser amado. Descobrindo a verdadeira essência do amor, descobrimos quem é o homem e quem é Deus; porque o homem é criado para o amor e pelo amor. O mesmo é dizer: fomos criados por Deus e para Deus. Deus é Aquele que ama por excelência, como nos foi revelado por Jesus Cristo.

Além de conhecer este Amor, é necessário permanecer nele: "Permanecei no meu Amor" diz Jesus. A permanência no Amor, é um dos maiores desafios de hoje. Sabemos que temos a capacidade de amar e de ser amados, o que muitas vezes nos falta e a capacidade de permanecer nesse amor, com as consequências que isso implica. Na constante mudança em que nos encontramos, falar de permanência é algo estranho. Mesmo assim, só aqueles que permanecem no amor sabem o que é amar, e os que amam permanecem!

Até breve!

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publicado por benedictus às 17:46
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Apresentação da primeira Encíclica do Papa Bento XVI

"Deus é Amor". Com este titolo, é publicada a primeira encíclica do Papa Bento XVI que é apresentada hoje, dia 25 de Janeiro, na aula Paulo VI pelas 12h. Alguns cardeais dirigiram a palavra sobre a encíclica. O prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, Cardeal William Levada diz que se trata de um "texto forte sobre o centro da mensagem cristã". O Cardeal Renato Martino, prefeito do pontificio concelho da Justiça e Paz acrescenta que: "é um encíclica programática no sentido mais alto do termo" é "ir ao centro da fé cristã". A encíclica é composta por duas partes. Primeira parte: "A unidade do amor na criação e na história da Salvação". Segunda parte: "Caritas - A prática do Amor pela Igreja enquanto Comunidade do Amor".
publicado por benedictus às 11:36
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

Hoje vimos maravilhas

«Que é mais fácil dizer: Os teus pecados estão perdoados ou Levanta-te e anda"? Pois bem, para saberdes que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados... Eu te ordeno - disse Ele ao paralítico - levanta-te toma a tua enxerga e vai para casa».


Não são só os Escribas e os Fariseus do tempo de Jesus que questionam o poder de Jesus para perdoar os pecados. "Não é só Deus que pode perdoar os pecados?" - diziam  entre si. Quantas vezes nós, hoje, ouvimos afirmações como esta: "Eu peço perdão directamente a Deus, não preciso do padre nem da Igreja". Tal como os Escribas e Fariseus, muitos cristãos ainda não  perceberam que Deus está no meio deles, e por isso pode perdoar os pecados. 


 Quantos não esperam de Jesus os milagres e curas do corpo? Mas não é no corpo que se encontra a verdadeira doença, a ferida maior é a do espírito. Na verdade que ferida pode ser maior do que o pecado, do que estar longe de Deus?


A reconciliação é o verdadeiro milagre que acontece diante dos nossos olhos, é a esperança de que aquele que caiu pode ser erguido. Sim, Jesus continua a fazer maravilhas...Estamos no tempo certo para nos encontramos com ele. Nós que nos aproximamos de Jesus devido às nossas fraquezas físicas, recebemos dele o maior bem, a comunhão com Deus. O teu coração despedaçado, paralítico pode correr. Aproxima-te daquele que te pode libertar.

publicado por benedictus às 22:16
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

Vem Senhor!

Advento... preparar o nascimento de Jesus, esperar a Sua vinda. É neste tempo que a voz do coração diz: Vem, Jesus, sem demora. Hà muito que espero por ti! Nasce o desejo que Ele entre na nossa vida e na vida do mundo... é um desejo forte, que ninguém pode apagar senão Ele próprio, no momento em que o encontramos. Deixo-vos este poema de Tagore, perdoem-me a tradução/traição.


«Quero-Te, quero somente a Ti:


esta vontade se fixe para sempre no meu coração.


Todos os outros desejos, que o coração persegue noite e dia,


são todos mentira, Ó Senhor; Quero-Te.


 


Como a noite guarda a oração da luz


assim, entre profundas ilusões, Quero-Te.


Na sua furia,  até a tempestade quer paz;


assim, também eu, embora em culpa, Quero-Te».


Tagore

publicado por benedictus às 20:32
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